Sou vento de verão, que bate forte e logo foge
Dou o meu tudo, mas o tudo nada dura
Gera brilho, resultado, força, mas logo se concretiza
E é com a bela concretização que sigo caminho
Pra dar axé de vida a outro filho
O que será do que foi construído, nada sei
Será rapidamente destruído por novas idéias ou falta de interesse?
Já que efêmera foi sua constituição e frágil a sua institucionalização?
Que novo axé guiará seus passos?
Isso ignoro e quero ignorar
Quero ver novas terras, novo mar
Que o que construí seja levado pelo vento
Ou que resista se tiver estrutura e força que o mova por dentro
Vento não é ar, é ar em movimento





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