Concordemos ou não, o ensino a distância veio para ficar. Mas essa constatação está longe de ser livre de grandes problemáticas. Sustento aqui que são três as principais, a saber: como, em que velocidade e para quem essa sistemática de aprendizado será adotada.
Popularizar a ciência está longe de ser um problema. O desafio surge quando ser popular, adquirir prestígio social e visibilidade tornam-se o fim mais precioso da atividade científica.
Todo artigo científico (ou grande parte deles) carrega uma história que normalmente não é contada. Para quem não é da área acadêmica talvez não seja fácil compreender o trabalho árduo que existe por trás de uma publicação.
As mesmas crianças que cresceram com jogos digitais não os abandonaram depois de adultos. Muitos ainda se divertem enormemente com videogames e jogos computacionais. Se sempre fomos viciados em jogos, até quando adultos, o que mudou hoje?
A Universidade está sitiada, alvo de pressões de fora e de dentro de seus muros. Tanto por quem a abomina como reflexo da sua própria ignorância, quanto por quem teme as dificuldades e responsabilidades envolvidas na construção do conhecimento crítico.
Os artistas ditos contemporâneos promovem a quebra da tradição e rompem com os limites disciplinares da arte criando obras híbridas, mas isso só é possível por haver uma tradição ou formação a ser transgredida.
Os tempos atuais necessitam de uma compreensão ampla e plural dos fenômenos midiáticos para a própria compreensão da realidade na qual vivemos – em que se insere o mundo jurídico. Sobre o tema específico da segurança pública, destaco a importância de se compreender como a mídia televisiva, em especial o telejornalismo, incide nessa realidade.
Tão importante quanto lutar pela instituição de um juiz que atue somente na fase de investigação, é perceber que, sem acesso à justiça e educação em matéria de direitos (inclusive, criminal) para a população como um todo, o sistema acusatório continuará sendo apenas uma promessa.
O dia do servidor público merece reflexão. Às vésperas do início da tramitação no Congresso Nacional de proposta de nova reforma administrativa do Estado brasileiro, temos uma cultura generalizada de que os servidores públicos são peso morto na economia, de que estaríamos melhores sem eles, de que enriquecem às custas da população, de que possuem dezenas de privilégios injustificáveis, de que “mamam na teta” do Estado. Minha crítica a esta visão simplista vai em duas direções.
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